segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Desabafo

Não sei que vai ser o meu futuro, mas sei o que foi o meu passado e o meu presente. Nunca me faltou comida na mesa, nunca tive que por ai andar nua. No passado era traquinas, fazia birras parvas e sem lógica. Agora começo a perceber os meus erros antigos, alguns insignificantes, outros demasiados significantes. Tento esquece-los várias vezes, tento pensar só no lado positivo da vida. Penso que quero crescer, subir mais alto, ser mais forte, ser mais e mais, mas na realidade já o sou. Tenho as minhas enumeras capacidades que são ignoradas, tenho o meu próprio estilo. Conheço várias pessoas, umas cultas, outras nem por isso, umas que simplesmente querem chamar a atenção, outras que querem ser ignoradas, etc.. AS CULTAS, revelam interesse, lealdade, amizade, etc. AS INCULTAS, gozam-me, gozam o facto de não acreditar em “deus”, gozam a minha maneira de ser mesmo sem a conhecerem, mas de facto, pensam que são cultas ao dizerem que um gótico é uma pessoa que ouve hip-hop, que um punk é simplesmente uma pessoa com uma franja na cabeça, que o hip-hop e a música pop são os únicos géneros musicais, que a única religião a face da terra e' o cristianismo, e essas coisas FUTEIS. AS QUE QUEREM CHAMAR A ATENÇÃO, inventam problemas como, por exemplo, serem violadas, serem raptadas quando eram pequenas, os pais morrerem, serem vitimas de violencia física, as que tem um estilo simplesmente de roupa que nem sabem o que estão a vestir, mas como dá nas vistas, vestem, etc.. AS QUE QUEREM SER IGNORADAS, são cultas, verdadeiras, puras, não querem chamar a atenção, querem estar com os seus, mas, infelizmente, as que são alvo de “chacota” por parte dos que querem chamar a atenção e dos incultos. Infelizmente, a muitas pessoas parvas por ai...
Bem, agora vou falar do que para mim e' importante uma pessoa, para mim, deve ter: orgulho em si mesma, ser culta, ser verdadeira no que diz, ter o lado cómico e o sério definido, etc., essas são as principais características.

No meu presente, a minha prioridade são os estudos, quero seguir psicologia, mas quero conseguir, até lá, tirar boas notas, poder viver a vida, poder aproveitar tudo o que a vida me oferece, agarrar-me ao que realmente quero. Um dos meus objectivos para o presente é aprender a tocar guitarra acústica, sempre adorei e quero mesmo aprender a tocar, para depois poder tocar e fazer as minhas próprias músicas. Outro dos meus objectivos é conseguir umas melhores notas escolares, pois, os meus 2 e 3 não valem muito não, dão para passar os 3 mas agora quero conseguir um pouco mais, quero chegar a um nível seguinte, nunca antes conseguido, por comportamento e também por ser a “ovelha negra” da turma, levo muitas vezes com bocas desnecessárias por causa do meu passado, passado mesmo, para ai do tempo da primaria e do 5 e 6 ano. Embirram comigo, mesmo em me portando bem, fazer os trabalhos de casa, tirar boas notas, etc., eles inventam sempre que sou agressiva, agitada, essas tretas que os professores dizem sempre as “ovelhas negras” da turma. Mas a pergunta é “porque será que os que eram bem comportados no 1º ciclo que ficaram mal educados, arrogantes, e com negas e blá blá blá tem sempre 4 e 5 dados, e os que se portavam mal mas que agora são educados, fazem o que lhes é pedido, etc mesmo que tenham um 90% num teste tem um 2 ou 3 no período?”, muitos professores ignoram esta pergunta, mas na verdade é que é uma excelente pergunta. E existe outra, igualmente interessante, “porque é que os que têm um estilo diferente são vistos como autenticos marginais?”, mas para variar, não so os professores como outras pessoas dizem “não é bem assim” mas, novamente, na verdade é que é mesmo assim.
Voltando ao meu presente, mas desta vez saindo do tema da escola e entrando no tema da família. Na minha chamada família, existem dois grupos: os queridos e os interesseiros. Os queridos são os do lado da minha mãe, estão sempre lá, são unidos, são excelentes pessoas mesmo, não há mesmo nada a dizer deles, são aqueles familiares mesmo “uauh”, e a uma tia do lado do meu pai de quem também gosto, apesar de não falar muito por causa de uns problemas de saúde que a deixaram mal. Os interesseiros são os do lado do meu pai, quando o meu pai tinha uma carrinha de caixa aberta, tudo falava, tudo ligava a ver se queríamos ir tomar café, tudo era “querido” digamos, mas quando o meu pai vendeu a carrinha, acabou, quase nunca mais ligaram, não quiseram mais saber. Mas também, não fazem cá falta nenhuma, não são precisas pessoas parvas na minha rede familiar, apesar de gostar que a minha família do lado paterno fosse mais unida e menos interesseiros.
Agora cheguei aquela parte em que não sei que dizer, por isso, vou falar um pouco mais de mim, sou uma pessoa que luta pelo que realmente acredita, não desisto facilmente, e quando embirro com uma coisa embirro mesmo, gosto de ter as coisas definidas dentro da minha cabeça, gosto de ser útil e ajudar, gosto de ser como sou e tenho confiança em mim mesma, sei que dos poucos que realmente me conhecem por dentro, são meus amigos e que gostam de mim pelo que sou e não pelo que tenho ou deixo de ter. Vivo cada dia sem presa de ser adulta, ter responsabilidades, etc, nem o desejo, pois ser adolescente é muito melhor, poder aproveitar a vida, poder sonhar, poder ser livre, ter poucas responsabilidades, é bom, mesmo bom. Gosto de mim como sou e não quero mudar porque sei que sou capaz de fazer tudo o que os outros fazem, às vezes até melhor. Sou inteligente, não na parte dos livros, mas sim no dia-a-dia, não me dou bem com as teorias, prefiro as praticas. Prefiro fazer os meus supostos “bolos” no micro-ondas do que dizer que sou uma óptima cozinheira. Prefiro passear com a minha cadela do que ficar simplesmente a fazer-lhe mimos com ela presa. Prefiro brincar com a minha gata e vela mexer-se em vez de lhe fazer mimos e ela estar quieta e obesa, não é que não lhe faça mimos porque faço. Prefiro estar sozinha do que com pessoas que não desejam a minha companhia. Prefiro estudar do que ficar a olhar para o nada. Prefiro ignorar as pessoas que odeio do que estar com elas e ser cínica. Prefiro tanta coisa, não que tem fim. E resumindo, eu sou assim e não há nada nem ninguém que me faça mudar, sou feliz como sou e como vivo e é isso que importa, o resto são pormenores insignificantes que me tornam mais forte e saudável.

Bertrayal
agradecia que fizessem criticas
nao as parvas, que essas nao interessam a ninguem
e que nao copiem as minhas coisas

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